É boa? Minha opinião sobre a Cerveja Desperados

Uma breja cor de ouro, com sabor de tequila e limão, esta cerveja lager encorpada, me fez salivar só com o seu cheiro.

A garrafinha de 330ml é excelente para apreciar essa breja, mas eu coloquei na caneca que foi quando o aroma espalhou bem.

O gosto apesar de meio artificial e doce, me agradou bastante, um sabor diferente, com notas cítricas refrescantes e um leve toque amargo.

Cerveja Desperados (Alan Corrêa)
Cerveja Desperados (Alan Corrêa)

Produzida originalmente pela cervejaria francesa Fischer, a Desperados chegou no Brasil pela Heineken, a Desperados é uma cerveja que já vem misturada, mas vale lembrar que são apenas aromas de tequila e limão, sem a presença real desses ingredientes na receita.

“Desperados possui 5,9% de teor alcoólico, e tem como público-alvo jovens descolados, conectados, que apreciam viajar, interessados em múltiplas culturas e novos sabores”, diz o site da cerveja.

Cerveja Desperados (Alan Corrêa)
Cerveja Desperados (Alan Corrêa)

Para quem gosta de uma breja artesanal, não vá esperando o gosto real, porque a tequila e o limão simplesmente não existem nessa mistura.

  • Cervejaria: Fischer / Heineken
  • Estilo: Lager encorpada
  • Álcool: 5,9%
  • Temperatura: 8-12 °C
  • Copo: Direto na garrafa / Caneca

Kaiser Radler saiu de linha? Eu gostava, mas sumiu

Sou da época em que as pessoas gostavam do baixinho da Kaiser, mas juravam que a breja dava dor de cabeça. Cresci ouvindo estes boatos e acabei nunca experimentando uma Kaiser das antigas.

As mesmas línguas que falavam mal desta cerveja, desde 2010 mudaram seus conceitos após a compra da marca pela Heineken. Coincidentemente nos anos de 2011 e 2012, a Cerveja Kaiser recebeu o prêmio Superior Taste Award na avaliação dos jurados europeus do International Taste & Quality Institute. Recentemente, foi também eleita o “Produto do Ano” na avaliação feita pelos consumidores.

Tentando descobrir a Kaiser sem preconceitos, esta semana comprei a nova Kaiser Radler, uma bebida que mistura cerveja com suco natural de limão.

Tomando ela bem gelada, a combinação da refrescância do limão, o sabor e o aroma cítrico me surpreendeu.

De origem alemã, a receita Radler surgiu na região da Baviera, em 1922. Franz Xaver Kugler, que na época era o dono do conceituado pub Kugler-Alm, situado no final de uma pista de ciclismo, recebeu milhares de esportistas sedentos para se refrescarem. Para atender às necessidades dos seus clientes, ele teve a ideia de combinar cerveja com suco natural de limão, batizando a receita de “Radler” (que significa ciclista em alemão), em homenagem aos seus primeiros consumidores.

A primeira Radler da Heineken foi lançada na Áustria, em 2007, e a marca que lançou a novidade foi a Gösser Natur Radler. Os primeiros indicadores de sucesso apareceram em 2009, quando a receita começou a ser comercializada também na Hungria, com volume de cerca de 250 mil hectolitros por ano. Desde então, Radler se difundiu tanto pela Europa, em particular no Leste Europeu, que em 2012 o volume de Radler comercializado foi de 1,5 milhões de hectolitros. Hoje, a participação de Radler dentro do mercado cervejeiro da Europa é próxima de 10%.

O sucesso da combinação de cerveja com suco natural de limão, na Europa, despertou o interesse da cervejaria em levar a novidade para outros mercados, como a África e América Latina. O Brasil, por ter grande representatividade para a cervejaria, foi escolhido como o primeiro país do continente a lançar uma Radler, por meio da marca Kaiser. No mundo, diversas marcas da Heineken já ganharam uma versão Radler, como Sagres (Portugal), Fosters (Reino Unido), Amstel (Holanda, Finlândia, Grécia e Espanha), Dreher (Italia), Calanda (Suíça), Maes (Bélgica), Pelforth (França), Primus (Congo) e Bourbon (Ilhas Reunião).