Kaiser Radler saiu de linha? Eu gostava, mas sumiu

Sou da época em que as pessoas gostavam do baixinho da Kaiser, mas juravam que a breja dava dor de cabeça. Cresci ouvindo estes boatos e acabei nunca experimentando uma Kaiser das antigas.

As mesmas línguas que falavam mal desta cerveja, desde 2010 mudaram seus conceitos após a compra da marca pela Heineken. Coincidentemente nos anos de 2011 e 2012, a Cerveja Kaiser recebeu o prêmio Superior Taste Award na avaliação dos jurados europeus do International Taste & Quality Institute. Recentemente, foi também eleita o “Produto do Ano” na avaliação feita pelos consumidores.

Tentando descobrir a Kaiser sem preconceitos, esta semana comprei a nova Kaiser Radler, uma bebida que mistura cerveja com suco natural de limão.

Tomando ela bem gelada, a combinação da refrescância do limão, o sabor e o aroma cítrico me surpreendeu.

De origem alemã, a receita Radler surgiu na região da Baviera, em 1922. Franz Xaver Kugler, que na época era o dono do conceituado pub Kugler-Alm, situado no final de uma pista de ciclismo, recebeu milhares de esportistas sedentos para se refrescarem. Para atender às necessidades dos seus clientes, ele teve a ideia de combinar cerveja com suco natural de limão, batizando a receita de “Radler” (que significa ciclista em alemão), em homenagem aos seus primeiros consumidores.

A primeira Radler da Heineken foi lançada na Áustria, em 2007, e a marca que lançou a novidade foi a Gösser Natur Radler. Os primeiros indicadores de sucesso apareceram em 2009, quando a receita começou a ser comercializada também na Hungria, com volume de cerca de 250 mil hectolitros por ano. Desde então, Radler se difundiu tanto pela Europa, em particular no Leste Europeu, que em 2012 o volume de Radler comercializado foi de 1,5 milhões de hectolitros. Hoje, a participação de Radler dentro do mercado cervejeiro da Europa é próxima de 10%.

O sucesso da combinação de cerveja com suco natural de limão, na Europa, despertou o interesse da cervejaria em levar a novidade para outros mercados, como a África e América Latina. O Brasil, por ter grande representatividade para a cervejaria, foi escolhido como o primeiro país do continente a lançar uma Radler, por meio da marca Kaiser. No mundo, diversas marcas da Heineken já ganharam uma versão Radler, como Sagres (Portugal), Fosters (Reino Unido), Amstel (Holanda, Finlândia, Grécia e Espanha), Dreher (Italia), Calanda (Suíça), Maes (Bélgica), Pelforth (França), Primus (Congo) e Bourbon (Ilhas Reunião).

Quem fabrica a cerveja Serramalte? Conheça esta breja extra e dourada

Um dourado lindo, é o que descreve o visual dessa cerveja extra, a Serramalte é uma cerveja brasileira do estilo Standard American Lager, com 5,5% de teor alcoólico.

Fundada em janeiro de 1953 na cidade de Getúlio Vargas, no estado do Rio Grande do Sul, a Cervejaria Serramalte foi adquirida pela Antarctica em 1980. Pouco apreciada pelos fãs das cervejas mais comerciais, a Serramalte me agrada pelo seu aroma e sabor mais frutado.

O visual dessa breja merece sua atenção, uma cor mais escura, de um dourado avermelhado.

Para você que ainda não conhece, recomendo que experimente pensando que o primeiro gole será estranhado, devido ao sabor diferente, então acostume o paladar antes de avaliar uma Serramalte.

Cervejaria: AmBev
Estilo: Standard American Lager
Tipo: Extra
Álcool: 5.5%

Como beber Jagermeister e sua história incrível

Produzida na Alemanha desde 1935 e presente em mais de 90 países, a Jägermeister é uma bebida composta de 56 ervas, frutas e raízes que ganhou a fama de nono destilado mais consumido no mundo.

Comecei provando da forma mais clássica, a bebida pura e bem gelada, confesso que o cheiro me incomodou um pouco, sua composição de ervas da a ela um aroma de remédio caseiro, mas tudo foi compensado pelo gosto, exótico e diferente que desce bem. Da pra repetir os shots várias vezes sem fazer cara feia.

A segunda prova da Jägermeister foi o drink mais famoso com o destilado, chamado de “JägerBomb”, você deixa cair uma dose da bebida em um copo de cerveja, fodástico define minha sensação com essa combinação, recomendo.

A bebida é envolvida em barris de carvalho e pinheiro por 45 meses antes de ser engarrafada. Na Alemanha Oriental, usava-se a Jagermeister como anti-hemorrágico e combustível para lamparinas.

Sua versatilidade proporciona as mais variadas combinações, sendo o mais famoso no mundo inteiro o “JägerBomb”, em que se deixa cair um shot de Jägermeister num copo de cerveja.

Da caça para a garrafa

Segundo o site da empresa, a história da marca é baseada em St. Hubertus, o santo padroeiro dos caçadores e, segundo a lenda, era um selvagem e indomável caçador desde a juventude. Não se importava com as criaturas que caçava movido pela ânsia de matar. Num dado momento ele se confrontou com um enorme cervo branco que saiu da mata escura carregando uma cruz iluminada entre a galhada.

Após sua morte passou a ser venerado como santo padroeiro dos caçadores. Curt Mast, o destilador original de Jägermeister era um caçador entusiasta. Essa é a história da marca que a Jägermeister (caçador mestre) carrega em seu rótulo.

Skol Beats Senses é cerveja? Achei meio diferente o teor alcoólico

Skol Beats Senses, uma mistura de breja com ingredientes que prometem aguçar o sabor e alterar o teor alcoólico original da cerveja, para 8%.

Uma cerveja diferente

Apesar de todos os boatos de uma cerveja diferente, abri pensando na irmã dela, a Skol Beats Extreme, mas logo que coloquei na caneca já senti a diferença. Tive a experiência de tomar essa bebida em um dia quente na praia de Peruíbe, foi uma ótima sensação, agrada muito ao paladar.

  • Cervejaria: AmBev
  • Grupo: Anheuser-InBev
  • Estilo: Mista
  • Teor alcoólico: 8%
  • Ingredientes: Água, Malte, Cereais Não Malteados, Carboidratos e Lúpulo.
  • Temperatura: 0-4 °C

O cheiro é bom

Com um aroma cítrico, a Skol Beats Senses instiga o paladar, bem longe das cervejas tradicionais e sem espuma, a aparência lembra um refrigerante de guaraná.

O gosto é ótimo

Sem colarinho e bem diferente das cervejas Skol, ela é suave e refrescante, meio cítrica, chega a lembrar o gostinho da Smirnoff Ice. Uma curiosidade é que você pode tacar gelo sem dó nessa bebida. Isso, cerveja com gelo não é o fim do mundo. Detalhe para a embalagem, com corpo em “S” e um lindo azul incrível.

O visual é bacana

Um paladar agradável e diferente, a Skol Beats Senses me ganhou, não como cerveja, mas como bebida divertida.